Post Page Advertisement [Top]


Quem vai e quem fica para 2027?


Particularmente, sempre achei um barato acompanhar o mercado de transferências, em qualquer esporte, aliás. Na adolescência, era um compulsivo jogador de Football Manager e para mim a parte mais divertida do jogo eram as janelas de  transferências - comprar, vender, garimpar jovens talentos em ligas obcuras, enfim, tudo para melhorar a equipe para a temporada seguinte. Sob a perspectiva da gestão, as transferências explicam muita coisa sobre as equipes, pilotos e o próprio campeonato em si.

Este ano, a MotoGP tem um mercado de transferências bem atípico, onde a grande maioria dos pilotos tem seus atuais contratos expirados ao final de 2026. Muito se comentou ano passado sobre a possibilidade de os anúncios serem feitos logo no início da temporada, mas isto não se confirmou até o momento.

O que explicaria tal cenário, além do fator Marc Marquez, seria a discussão em andamento de um possível “pacto da concórdia” entre a MotoGP Entertainment Sports Group (MSEG) e as equipes (IRTA), aos moldes do que existe atualmente na Fórmula 1.

Alguns acordos já parecem ser de conhecimento do paddock, como a ida de Alex Marquez para a KTM, mas algumas surpresas estão vindo à superfície também. Enfim, compartilharei nas linhas seguintes o que existe de informação sobre cada piloto até o momento:

Marc Marquez: o nome principal deste mercado. Assim que o seu futuro for conhecido, outros anúncios devem ser feitos em seguida. Já existe um pré-acordo com a Ducati, porém sua atual condição física limitada e motivações extra pista podem criar um movimento surpresa.

Francesco Bagnaia: tudo indica que já tem contrato assinado com a Aprilia. Chama a atenção a possível duração do contrato, de 4 temporadas – o dobro do que se assina normalmente.

Fabio Giannantonio: salvou sua carreira aos 45 do segundo tempo anos atrás e deste então está fazendo um bom trabalho na VR46. Provavelmente ficará onde está. Todavia, surgiram rumores de uma transferência para a KTM oficial.

Franco Morbidelli: parece que o Morbido não volta mais à sua melhor forma. Os resultados discretos devem selar o fim de sua carreira na MotoGP. Ele é um dos que não devem continuar ano que vem.

Alex Marquez: já estaria assinado com a KTM oficial. Faltando apenas oficialização.

Fermin Aldeguer: especula-se que a Ducati o colocaria na equipe VR46 para a próxima temporada. Sua última lesão pode ter jogado contra ele neste mercado de transferências, mas dependendo do que acontecer na equipe oficial Ducati, novidades podem ocorrer.

Marco Bezzecchi: contrato plurianual já anunciado com à Aprilia.

Jorge Martin: deve ir à Yamaha, ao que tudo indica. É curioso pensar que, após todos os momentos difíceis vividos na Aprilia, agora que está competitivo, permanecer na equipe pode não ser mais possível mesmo que tenha tal desejo.

Raul Fernandez: está competitivo e, ao que tudo indica, deve permanecer vinculado à Trackhouse.

Ai Ogura: segundo rumores, ele teria comunicado sua atual equipe (Trackhouse) que não permanecerá com eles para próxima temporada. Seu destino seria a equipe oficial Yamaha, o que seria um movimento bem inesperado, considerando seu relacionamento de longa data com a Honda.

Pedro Acosta: especula-se que teria um pré-acordo com a equipe oficial Ducati. Mas é de conhecimento também o seu bom relacionamento com os austríacos, que estão se esforçando para mantê-lo por lá – o que faz todo sentido, pois ele é um talento geracional.

Brad Binder: foi uma aposta de longo prazo da KTM que não se confirmou. É um grande piloto, mas não conseguiu ao longo dos anos refinar sua pilotagem para competir na frente como se esperava. A KTM parece disposta a mantê-lo por lá, mas não pilotando no nível atual.

Por conta do passaporte, acredito que dificilmente ele ficará sem assento para o próximo ano. Uma alternativa seria ir à Trackhouse.

Enea Bastianini: existem rumores na Itália de um possível retorno à Gresini, onde fez suas melhores temporadas.

Maverick Vinales: a imprensa espanhola afirma que ele é favorito para uma segunda vaga na equipe oficial KTM. Seu feedback é apreciado pela equipe, porém existem interrogações sobre sua condição física.

Joan Mir: ao que tudo indica, a Honda terá uma dupla nova ano que vem, o que levaria à sua dispensa da equipe. Segundo uma publicação italiana que li, a Trackhouse poderia ser um destino.

Luca Marini: outro possível dispensado pela Honda. Entretanto, haveria o interesse dos japoneses em alocá-lo na Tech3, que está em negociações para ser a terceira equipe Honda. Um retorno a VR46 não estaria descartado.

Johann Zarco: contrato fechado para 2027.

Diogo Moreira: contrato fechado para 2027. Sugere-se que poderia ir à equipe oficial já em 2027, dependendo dos resultados obtidos nesta temporada.

Fabio Quartararo: as informações são de que vai para a Honda, mas nada formalizado ainda.

Alex Rins: outro com futuro incerto na categoria. A Yamaha já o comunicou de que seu contrato não será renovado. Suas muitas lesões têm cobrado seu preço nestas últimas temporadas.

Jack Miller: o australiano deve permanecer onde está em 2027. Todavia, 2027 deve ser sua derradeira temporada na categoria.

Toprak Razgatlioglu: os indicativos eram de que subiria à equipe oficial Yamaha em 2027. Porém, pelos rumores de contratações da Yamaha, é provável que ele fique onde está mais uma temporada pelo menos.


Outro ponto a se considerar neste mercado são aqueles que podem chegar à MotoGP na próxima temporada. Afirma-se que pelo menos 2 jovens talentos da Moto2 (Holgado e Alonso) devem subir. Porém, existem outros bons nomes (inclusive com passaportes considerados interessantes) que estariam buscando a categoria máxima. Nicolo Bulega, atualmente na WSBK, seria um destes nomes.

A imprensa espanhola, sobretudo, tem falado muito que este mercado marcará uma transição de geração. Assim como existem muitos jovens andando forte nas categorias de acesso, existem pilotos na MotoGP que estão em momentos descendentes em suas carreiras. A mudança de regulamento e de fornecedor de pneus seriam fatores ideais para isto ocorrer.

Outro aspecto relevante é a questão dos “passaportes”. Sabe-se que espanhóis e italianos dominam a categoria, a ponto de mais de metade do grid ser originário destes países. Comenta-se que a MSEG estaria trabalhando ativamente para fazer uma “limpa” no grid em favor mix de nacionalidades maior. É um assunto interessante que gostaria de tratar em artigos futuros.

Resumindo, teremos interessantes movimentações pela frente, algumas delas bem inesperadas. O fato é que a MotoGP com uma cara bem diferente em 2027 e acredito que o tradicional teste pós-temporada em Valência estará mais interessante do que nunca.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Bottom Ad [Post Page]