
Um simples bolinho com café com pessoas queridas tem muito mais valor do que muitos imaginam.
Estou há um tempo sem escrever neste blog. E uma das razões foi a desindexação do blog pelo Google. Não que o blog seja um sucesso de visualizações, mas se meu propósito aqui é compartilhar conhecimentos, não aparecer nos mecanismos de busca é um problema.
O engraçado é que escolhi o Blogger justamente com a expectativa de não passar por isso, pois não faço a mínima ideia de como resolver estas questões de programação. Acabei pedindo uma ajuda ao ChatGPT e parece que vai dar certo. Mas, enfim, foi algo que me desanimou.
Agora, o que mais pegou foram eventos familiares que me tiraram da rotina nestes últimos meses. Não quero ser específico aqui, mas incluem questões de saúde. Repentinamente tive que dar uma parada no trabalho, mudar temporariamente e assumir novas funções.
De fato, não é agradável passar por momentos assim, mas tão pouco se trata de uma reclamação. Até porque, em situações assim, lembro de uma coisa que meu pai me disse quando era criança: é preferível estar em condições de ajudar do que ser ajudado. Não é fácil depender de terceiros, especialmente para fazer coisas básicas do dia a dia.
Acredito que estes momentos fazem a gente colocar os pés mais no chão e ter uma visão mais realista do que é a vida. Também foi um momento em que me senti convidado a rever comportamentos e decisões tomadas até o momento.
Alguns anos atrás, decidi mudar para outro estado com o objetivo de ficar mais próximo da família e buscar um novo desafio profissional. Tudo parecia estar indo relativamente bem no início, mas, de repente, as coisas começaram gradualmente a piorar.
Muito do meu planejamento inicial não deu certo, como também tive alguns aprendizados amargos ao longo do caminho. E os últimos meses, em particular, parecem que só coroaram este ciclo de desafios – cometi meus erros sim, mas como deu coisa errada também…
Acho que a pior parte disso é olhar para frente e às vezes não ver boas perspectivas – pelo menos a curto prazo. Já passei por outros momentos de baixa na vida e, com o tempo, vamos aprendendo a ser mais resilientes, mas confesso que a ansiedade incomoda um pouco.
Eu não sou nenhum tipo de guru nem pretendo ficar me estendendo em explicações místico-filosóficas para embasar meus pensamentos, mas uma coisa que tem me ajudado muito é aceitar a vida como ela se apresenta diante de nós, sem julgamentos. E não apenas isso, mas também reconhecer as coisas boas que advêm destes momentos complicados.
Muitas vezes, estes momentos de dificuldade acabam sendo preparações para futuras oportunidades, em qualquer área de nossas vidas.
De acordo com leis herméticas, a vida alterna entre momentos positivos e negativos durante nossa existência por aqui. E ninguém está livre disso, mesmo os ricos e famosos. Como diz um amigo meu: “todos têm uma cruz para carregar aqui”.
Vivemos em um mundo cada vez mais complicado, cheio de contradições e ilusões. Somos instigados cada vez mais a termos vidas grandiosas, mas dentro de um mundo que te dá cada vez menos condições para tal. A teoria da “corrida dos ratos” nunca foi tão real.
Não quero sugerir que sejamos hippies 2.0 ou algo do gênero, mas é importante ter consciência de que não temos como controlar uma série de situações que impactam diretamente em nossas vidas. Simplesmente não temos o que fazer a respeito, apenas viver conforme nossas possibilidades (e está tudo bem).
Por exemplo, assisti a uma palestra de um economista explicando por que os jovens não conseguem comprar imóveis, mesmo ganhando mais que seus pais. Entre uma série de fatores, me chamou a atenção a deterioração do poder de compra – algo que depende basicamente de economistas e governos.
Eu tenho pensado bastante nestas coisas e achei legal escrever algo a respeito por aqui. Até porque eu tenho visto muita gente desanimada e frustrada com suas vidas. E pior, sem perspectivas de viver dias melhores. O que tem levado cada vez mais pessoas a se autoflagelarem com vícios de todo tipo na expectativa de escapar, mesmo que momentaneamente, da sua miséria existencial.
Por fim, não existe um conselho infalível a respeito disso tudo. Todavia, se estiver neste tipo de situação, faça um esforço para buscar um sentido na sua vida e ser resiliente frente aos desafios que a vida nos coloca (seja por uma ligação com o divino, por ajudar pessoas, qualquer coisa digna…). E também, acredite em dias melhores e procure desenvolver uma postura madura frente aos desafios da vida – aprenda a ser mais duro que ela!
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